Criei esse blog para propor um hábito de pensamento saudável. Em todos os âmbitos da vida. Refletir, humanizar, compreender, esses são os meus lemas.

sábado, 30 de agosto de 2014

Nutricionista Karin Honorato Diabetes & Cuidados Na Alimentação

Saúde mental e qualidade de vida na hepatite C

Além da história natural da doença, os impactos pessoais de um diagnóstico de infecção da hepatite C e seu tratamento afetam fortemente a qualidade de vida dos pacientes. Problemas de saúde mental ocorrem com freqüência nos infectados e, aumentam durante o tratamento antiviral. Estes indivíduos freqüentemente apresentam sintomas neuropsiquiátricos como fadiga, ansiedade, depressão e distúrbios cognitivos.

O tratamento com interferon está associado a um elevado número de reações adversas, tais como a irritabilidade, insônia, fadiga e perda de apetite. Para além destas, os sintomas neuropsiquiátricos (especialmente a depressão, e por vezes com ideias suicidas) estão entre os efeitos secundários mais comuns no tratamento sendo uma das principais causas por que os pacientes interrompem o tratamento. É de salientar que, até certo ponto, os sintomas psicopatológicos (depressão, distúrbios cognitivos) podem estar associados à infecção da hepatite C, mesmo sem um tratamento.

Um grande número de pacientes submetidos a tratamento deve ser encaminhado para avaliação psiquiátrica e, se necessário, deve receber tratamento para a depressão e outros sintomas neuropsiquiátricos.

Reconhecimento de depressão e outros sintomas neuropsiquiátricos é importante, e pode melhorar a aderência ao tratamento.

 
Estigma da hepatite C

O diagnóstico da hepatite C foi relatado por ter impactos profundos sobre o relacionamento social. Estigma relacionado com a infecção conduz a elevados níveis de ansiedade e medo exagerado de transmissão, o que pode ser uma das principais causas de isolamento social e intimidade reduzida nas relações.

Porque em muitos países a grande maioria das pessoas com hepatite C tem um histórico de uso de drogas intravenosas, eles são freqüentemente acusados de adquirir a doença, e vistos como irresponsáveis e indignos. Além disso, como é uma doença transmitida pelo sangue, a hepatite C está fortemente associada com o HIV (AIDS). Existe esta associação devido ao fato de que o abuso de drogas injetáveis é um fator de risco significativo para a transmissão de ambas as doenças, e isso pode ser um fator estigmatizante destes pacientes.

O estigma pode ser definido como atitudes expressas por um grupo dominante, que vê aos outros como socialmente inaceitáveis. A noção de estigma denotando relações vergonhosas e desvios do que é considerado "normal" tem uma longa história dentro das doenças causadas por infecções, em particular HIV, e mais recentemente na hepatite C.

Essas normas, comportamentos e crenças que cercam a infecção por hepatite C pode levar à alienação da família e amigos, bem como a discriminação (percebida ou real) nos serviços de saúde e locais de trabalho.

O estigma pode afetar a auto- estima e qualidade de vida. Também pode impedir o sucesso de diagnóstico e tratamento, levando ao risco de transmissão da doença de forma contínua. É um fenômeno social que influencia o curso da doença e marginaliza pacientes.

A estigmatização afeta não apenas o indivíduo, mas também de todo o curso da doença, os profissionais de saúde não estão imunes aos estereótipos e julgamentos que possam influenciar o curso do tratamento de pacientes com hepatite C. Mudar este comportamento irá ajudar a evitar o isolamento, a suspensão do tratamento dos pacientes e que irá aumentar a procura por atendimento médico.

A hepatite C deve ter uma abordagem global em seu tratamento. Ela exige esforços educacionais de base ampla, a fim de aumentar a compreensão desta doença, ainda ligado a vários estereótipos pejorativos. Esses esforços devem incluir a pacientes e seus familiares, prestadores de cuidados de saúde e da sociedade como um todo. Maior conhecimento da hepatite C é fundamental para auxiliar pacientes na autogestão da sua doença, e é importante para reduzir a carga da doença.

Rui Tato Marinho e David Pires Barreira

terça-feira, 5 de agosto de 2014

A sociedade comparada ao corpo.


"Em um corpo vivo, por exemplo no corpo humano, as células têm formas variadas, funções determinadas e são bem específicas, diferentes umas das outras, sem que esta diferença influencie negativamente sobre a função geral do corpo como um todo.
Assim também deveria ser na sociedade, onde as pessoas se comunicam, tem papéis diferenciados, e importantes, na construção de uma harmoniosa comunidade que se retro-alimenta.
Num dado grupo social, algumas pessoas são como as células da pele, porque se unem, com o objetivo de proteger ou de facilitar a vida das demais pessoas.
Outras são como as células musculares que se contraem, trabalham, gerando movimento e sustentação da sociedade.
Muitas são como as células do sangue, que se deslocam ao longo de todo o espaço (vasos), conduzindo renovo, oxigenando e limpando todo o ambiente.
Outras pessoas, fazem o papel de células nervosas, ou seja: são especializadas na recepção ou transmissão de impulsos, tomam decisões importantes para o bem comum. Estimulam, ou transmitem informações, conduzem organização, para o bom entrosamento entre os membros.
Assim como as células se unem, formando tecidos, orgãos sistemas e o corpo, as pessoas também deveriam se organizar, valorizando todos os componentes, desde o que tem a menor função, formando uma sociedade mais justa, onde os valores de cada grupo fossem vivenciados e exaltados, comunitariamente, em busca do bem comum e da harmonia para o funcionamento ideal."

Autor desconhecido.


Preservando a saúde.

Preservar também é manifestação de saúde, principalmente saúde mental. Assistam a este vídeo e imaginem se, ou quando todas estas coisas acontecerem, vamos pensar, refletir, agir da forma correta. Cada um faz a sua parte. Negar a realidade que está bem à nossa frente, só piora a realidade!!

CARTA ESCRITA NO ANO 2070

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Amor próprio é o único amor que te conduz diretamente à tão esperada felicidade.
Bom refletir sobre isto, porque muitas pessoas esperam a felicidade que vem do outro e vão ficar esperando pelo resto da vida, porque ela nunca virá. Não do outro e com certeza, não sem um exercício de auto conhecimento e aprendizado de auto-estima.

Encontrei esse texto sendo compartilhado no facebook. Não sei quem é a autora, mas considerei-o muito válido para publicar aqui, porque mostra exatamente como o amor-próprio pode transformar uma vida. Acontece quando a mudança no padrão da energia da pessoa a convence de que merece nada menos que O MELHOR. Numa linguagem bem popular, aí vai:

Ele não ligava, nem mandava mensagem durante semanas. Mas tinha uma mania sacana de aparecer quando ele já tava quase desaparecendo da minha cabeça. Era carência, tava na cara – e faltava vergonha na minha, porque eu sempre acabava cedendo. Não me dava valor e ainda ficava indignada por ele não dar também. Eu aceitava ser a última opção e ainda tinha a cara de pau de espernear e choramingar por ai usando a maldita frasezinha clichê de que nenhum homem presta. Claro que ele não ia prestar, pra que prestar com alguém que transpirava falta de amor próprio? Ninguém ama quem não se ama, ninguém respeita quem não se respeita – doloroso, mas verdadeiro. E quando você não tá na onda de ser amada, ta tranquilo – um supre a carência com o outro e fim de papo. Mas eu tava afim de sentimento, tava super na onda de mãozinha dada e ligação de madrugada só pra ouvir um ”tava pensando em você”. E claro que ele não ligava, a gente quase sempre só pensa antes de dormir em quem causa aquele nervosinho de incerteza dentro do nosso peito – e eu tava sempre ali, um poço de certezas, não tinha porque ele pensar. Muito menos ligar. E foi ai que eu mudei. Parei de aceitar o último pedaço do bolo, se o primeiro pedaço não fosse pra mim, eu simplesmente ia embora da festa – não me servia mais. E olha só que mágico, ele nunca me chamou pra tantas festas e nunca vi alguém me oferecer tantos pedaços de bolo – a mágica só não foi tão boa porque eu simplesmente não queria mais. Não queria mais mágica, não queria mais bolo, não queria mais ele. Quando a gente passa a se valorizar a gente consegue enxergar nitidamente quanto os outros valem – e ele valia tão pouco, desencantei. Peguei meu coração e o coloquei lá no topo de uma arvorezinha danada de alta, e vou te falar, nunca vi tanta gente disposta a escalar – Pois bem, que vença o melhor!

(Ela esqueceu de dizer que vai vencer aquela pessoa com quem ela tiver mais afinidade, é óbvio.)

domingo, 3 de agosto de 2014

Mentecorpo, uma só instância.

Não se pode separar a mente do corpo. Ao se produzir uma cisão, entendemos que cada um funciona separadamente e isto é uma gigantesca inverdade.
A mente doente, um sentimento mau administrado, pode produzir hiper-tensão, picos de hiperglicemia, taquicardia e até um câncer, enquanto que o anúncio de sintomas de diabetes por exemplo, pode causar depressão.
O Ser humano é um ser de pensamento-sentimento-sensações corpóreas.
Cada um destes elementos com intercessões. Como se houvessem vasos intercomunicantes.
Para alcançarmos um nível de saúde total, precisamos respeitar esta relação inconsciente, CORPOMENTE, (Como postula sabiamente, Alexander Lowen).
O emocional e as condições físiológicas, são tão estreitamente ligadas, que o desequilíbrio alcança invariavelmente aos dois, ao mesmo tempo.
Hábitos de vida saudáveis, (Atividades prazerosas, alimentação equilibrada, afinidade no convívio social , projetos de vida, perdão, fé...) são portanto, recursos que possibilitam ao indivíduo (Indivisível) gozar de saúde plena.
Enquanto que ao contrário, a pessoa com sentimentos de raiva ou medo, descrença, desequilíbrios alimentares, sedentarismo, isolamento, é séria candidata a um adoecer psico-somático, enfermidade mais frequente no século 21.

Cláudia Mercedes