Criei esse blog para propor um hábito de pensamento saudável. Em todos os âmbitos da vida. Refletir, humanizar, compreender, esses são os meus lemas.
quinta-feira, 6 de agosto de 2015
Cativar significa criar laços...
"Então a Raposa disse ao Principezinho: Cativa-me!
Mas o que significa cativar? -Ele perguntou-
-Cativar? É uma coisa há muito esquecida!!! Significa criar laços!!!
Veja, você é para mim, igual a cem mil outras crianças... Mas você tem cabelos da cor do trigo... Quando me tiveres cativado, amarei o barulho do vento no trigo, pois me lembrarei de você!!
A gente só conhece bem aquilo que cativou. As pessoas não cativam mais nada. Compram tudo prontinho nas lojas, e como não existem lojas de amigos, as pessoas não têm mais amigos... Cativa-me?"
Vivemos num mundo materialista. O medo de envolvimento emocional impera, quase todas as pessoas preferem a solidão e a frieza, ao trabalho que dá, ter que cuidar, regar, alimentar as emoções do outro.
No texto abaixo tratamos de um tema recorrente nos relacionamentos interpessoais e que determina a saúde emocional; Motivo pelo qual contemplamos este quadro caótico de transtornos de ansiedade, depressões e profundas frustrações que abalam a auto-estima e a auto imagem do indivíduo.
A geração de pessoas que se sabotam emocionalmente
Aí você conhece uma pessoa que parece incrível. Vocês conversam sobre tudo, fazem todos os passeios imagináveis, viram madrugadas em confissões e gargalhadas e têm uma química nunca antes vista na história da humanidade. Tudo parece perfeito, até que aquela pessoa começa a sumir, deixando você sem entender o que aconteceu. Você tenta respeitar o espaço, deixa a pessoa respirar, até que um dia, por não entender o que teria acontecido de errado, você chega com a pessoa e pergunta o que houve. E aí ela diz que não tem como continuar porque não quer se envolver.
Você acha aquilo estranho: afinal, se não queria se envolver, então por que dizia que era uma sorte grande ter te encontrado? Se não queria se apegar, então por que dava bom dia todo santo dia? E por que se preocupava em ser uma pessoa tão carinhosa mesmo tanto tempo depois de as primeiras transas terem acontecido? Nada disso faz sentido, não é mesmo?
Você fica sem entender o que aconteceu, vai investigando, até que a pessoa diz ou que teve um/uma ex que deixou traumas ou que gosta muito de um outro alguém, mas esse alguém não sente o mesmo por ela.
Nessa hora, você pode se sentir como se não fosse uma pessoa boa o suficiente para fazer com que esse alguém que você gosta deixe para trás os traumas e o passado. Você pode sentir um forte sentimento de rejeição, capaz de abalar até a mais inabalável das seguranças. Mas de uma coisa você precisa ter a mais absoluta certeza: tudo isso não é problema seu. Você não tem culpa se a pessoa que você gosta é uma das milhares de pessoas que se sabotam.
Se o outro prefere ficar se sabotando, é problema dele. Se ele não quer se permitir viver uma experiência que seria completamente diferente de tudo o que ele já viveu antes, é problema dele. Você não tem nenhuma culpa ou responsabilidade pelas escolhas das outras pessoas, independentemente de quais sejam elas.
Infelizmente, vivemos em uma geração de pessoas covardes, que se envolvem, mas depois ficam afastando os envolvimentos porque preferem ficar se escondendo atrás dos seus traumas. Eu já fiz isso, você também já deve ter feito. E sabe por que tanta gente faz isso? Porque é mais fácil ficar em uma zona de conforto de auto-piedade, reclamando que os traumas deixaram marcas ou dizendo “Ninguém me ama, ninguém me quer”. Mas tudo isso não é problema seu, amig@: é problema da pessoa. É problema dela se ela só se permite se apegar a sentimentos tão pequenos de mágoa, rancor, egoísmo e pena de si mesma.
Todos nós somos imperfeitos, mas nem as suas piores imperfeições justificam que alguém faça isso com você: se envolva, te trate como se fosse ser algo para valer e depois decida ir embora sem dar explicações. Mas, se essa pessoa quer sair da sua vida, deixe que ela vá embora. Você não merece alguém tão covarde.
Do outro lado da mesa
Agora, se você que está aí do outro lado se identifica com o perfil do covarde, pense no que você está fazendo com a sua própria vida. As pessoas são diferentes. O trauma que você teve com uma não necessariamente vai se repetir com outra. Cada um é de um jeito, e, consequentemente, as experiências que você terá com cada pessoa serão diferentes. Pense em todas as pessoas legais que você deixou passar pela sua vida por esse medo de se envolver. Até quando você vai ficar se sabotando por puro medo?
Eu sei que ninguém está dentro de você para saber o que você está sentindo. Ninguém está aí dentro para saber o quanto aquela rejeição te doeu e você tem todo o direito de sofrer o quanto achar que tem que sofrer. Mas pense comigo: se você não está preparado para se envolver, então não prolongue as coisas. Não tenha atitudes que deem brechas para que o outro crie expectativas. Quer beijar? Beije, mas deixe claro que você só quer o beijo. Quer transar? Transe, mas seja sincer@ e diga que você só quer isso. Quer só uma companhia para não se sentir sozinh@? Ok, todo mundo tem suas carências, mas deixe tudo bem claro para a outra pessoa. Será uma escolha dela se ela decidir ficar com você mesmo nessas condições. Mas ela precisa saber o que, de fato, está acontecendo.
O problema não é você viver o seu luto, mas sim iludir a pessoa e sumir do nada, sem dar nenhuma explicação, fazendo com que ela pense que o problema é com ela, que ela fez algo de errado. Seja uma pessoa adulta o suficiente para assumir as consequências dos seus atos.
Inclusive a de talvez, daqui a algum tempo, estar aí se remoendo porque não deixou que a Júlia ou o João entrassem para valer na sua vida e te mostrassem que o presente e o futuro podem ser completamente diferentes do passado.
Texto de Ana Paula Souza
Fonte indicada: Lado M
sexta-feira, 17 de julho de 2015
domingo, 5 de julho de 2015
Saúde Emocional – você precisa cuidar bem dela!
Graça Serrano – Psicóloga –
Quando se fala em saúde, instantaneamente pensamos em doenças do corpo físico. Até hoje, a grande maioria dos profissionais e serviços de saúde lida basicamente com o corpo físico, embora não se possa mais ignorar a existência de um corpo emocional (alma) que também adoece e carece de cuidados especializados.
Quem não já sentiu uma dor profunda na alma mesmo sem ter um motivo que justificasse isso? Uma tristeza intensa? Um desligamento temporário do mundo? Uma euforia súbita? Ou mesmo aquela palpitação que acabou numa emergência hospitalar e foi diagnosticada como estresse?
Pois é, esses são sintomas de doenças emocionais. E claro que senti-los vez por outra não significa que você esteja doente, apenas confirmam que você é humano e tem uma alma. Mas, quando esses sintomas insistem em permanecer, é bom procurar um especialista para se certificar da existência ou não de uma doença emocional.
Infelizmente, nós ainda tendemos a ver esses sintomas como fraqueza de espírito, falta de força de vontade, falta de fé, etc. Essa visão traduz a falta de informação da sociedade sobre esse tipo de doença e prejudica ainda mais a pessoa que vive a sua crise.
E o que é pior: a doença emocional mata.
Algumas vezes elas se instalam no corpo e transformam-se nas doenças chamadas psicossomáticas (cardiopatias, transtornos alimentares, alguns tipos de câncer, alergias, dermatites, impotência, frigidez, vícios variados e por aí vai… é uma grande lista! ).
Outras vezes elas levam ao suicídio, por exemplo, em algumas depressões não tratadas.
Outras vezes ainda, elas paralisam a pessoa, restringindo consideravelmente seus hábitos de vida (síndrome do pânico, fobias, psicoses).
E todos os casos levam a uma desordem na família.
É importante saber que essas doenças:
- não estão sob o controle da pessoa, isto é, ninguém pode se autocurar;
- não estão ligadas a aspectos religiosos;
- precisam de tratamento e orientação de especialistas.
- não estão ligadas a aspectos religiosos;
- precisam de tratamento e orientação de especialistas.
Precisamos acabar com o preconceito com a doença emocional. Os tratamentos estão muito evoluídos e permitem que todos possam levar uma vida plena, se cuidarem logo dos seus sintomas.
Os profissionais indicados para esses tratamentos são os psicólogos e os psiquiatras.
Se você tem um parente ou amigo que esteja apresentando sintomas desse tipo de doença, oriente-o, ele precisa dessa ajuda e você poderá estar salvando uma vida!
Graça Serrano – CRP – 02/2545
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