Criei esse blog para propor um hábito de pensamento saudável. Em todos os âmbitos da vida. Refletir, humanizar, compreender, esses são os meus lemas.
quinta-feira, 6 de agosto de 2015
Cativar significa criar laços...
"Então a Raposa disse ao Principezinho: Cativa-me!
Mas o que significa cativar? -Ele perguntou-
-Cativar? É uma coisa há muito esquecida!!! Significa criar laços!!!
Veja, você é para mim, igual a cem mil outras crianças... Mas você tem cabelos da cor do trigo... Quando me tiveres cativado, amarei o barulho do vento no trigo, pois me lembrarei de você!!
A gente só conhece bem aquilo que cativou. As pessoas não cativam mais nada. Compram tudo prontinho nas lojas, e como não existem lojas de amigos, as pessoas não têm mais amigos... Cativa-me?"
Vivemos num mundo materialista. O medo de envolvimento emocional impera, quase todas as pessoas preferem a solidão e a frieza, ao trabalho que dá, ter que cuidar, regar, alimentar as emoções do outro.
No texto abaixo tratamos de um tema recorrente nos relacionamentos interpessoais e que determina a saúde emocional; Motivo pelo qual contemplamos este quadro caótico de transtornos de ansiedade, depressões e profundas frustrações que abalam a auto-estima e a auto imagem do indivíduo.
A geração de pessoas que se sabotam emocionalmente
Aí você conhece uma pessoa que parece incrível. Vocês conversam sobre tudo, fazem todos os passeios imagináveis, viram madrugadas em confissões e gargalhadas e têm uma química nunca antes vista na história da humanidade. Tudo parece perfeito, até que aquela pessoa começa a sumir, deixando você sem entender o que aconteceu. Você tenta respeitar o espaço, deixa a pessoa respirar, até que um dia, por não entender o que teria acontecido de errado, você chega com a pessoa e pergunta o que houve. E aí ela diz que não tem como continuar porque não quer se envolver.
Você acha aquilo estranho: afinal, se não queria se envolver, então por que dizia que era uma sorte grande ter te encontrado? Se não queria se apegar, então por que dava bom dia todo santo dia? E por que se preocupava em ser uma pessoa tão carinhosa mesmo tanto tempo depois de as primeiras transas terem acontecido? Nada disso faz sentido, não é mesmo?
Você fica sem entender o que aconteceu, vai investigando, até que a pessoa diz ou que teve um/uma ex que deixou traumas ou que gosta muito de um outro alguém, mas esse alguém não sente o mesmo por ela.
Nessa hora, você pode se sentir como se não fosse uma pessoa boa o suficiente para fazer com que esse alguém que você gosta deixe para trás os traumas e o passado. Você pode sentir um forte sentimento de rejeição, capaz de abalar até a mais inabalável das seguranças. Mas de uma coisa você precisa ter a mais absoluta certeza: tudo isso não é problema seu. Você não tem culpa se a pessoa que você gosta é uma das milhares de pessoas que se sabotam.
Se o outro prefere ficar se sabotando, é problema dele. Se ele não quer se permitir viver uma experiência que seria completamente diferente de tudo o que ele já viveu antes, é problema dele. Você não tem nenhuma culpa ou responsabilidade pelas escolhas das outras pessoas, independentemente de quais sejam elas.
Infelizmente, vivemos em uma geração de pessoas covardes, que se envolvem, mas depois ficam afastando os envolvimentos porque preferem ficar se escondendo atrás dos seus traumas. Eu já fiz isso, você também já deve ter feito. E sabe por que tanta gente faz isso? Porque é mais fácil ficar em uma zona de conforto de auto-piedade, reclamando que os traumas deixaram marcas ou dizendo “Ninguém me ama, ninguém me quer”. Mas tudo isso não é problema seu, amig@: é problema da pessoa. É problema dela se ela só se permite se apegar a sentimentos tão pequenos de mágoa, rancor, egoísmo e pena de si mesma.
Todos nós somos imperfeitos, mas nem as suas piores imperfeições justificam que alguém faça isso com você: se envolva, te trate como se fosse ser algo para valer e depois decida ir embora sem dar explicações. Mas, se essa pessoa quer sair da sua vida, deixe que ela vá embora. Você não merece alguém tão covarde.
Do outro lado da mesa
Agora, se você que está aí do outro lado se identifica com o perfil do covarde, pense no que você está fazendo com a sua própria vida. As pessoas são diferentes. O trauma que você teve com uma não necessariamente vai se repetir com outra. Cada um é de um jeito, e, consequentemente, as experiências que você terá com cada pessoa serão diferentes. Pense em todas as pessoas legais que você deixou passar pela sua vida por esse medo de se envolver. Até quando você vai ficar se sabotando por puro medo?
Eu sei que ninguém está dentro de você para saber o que você está sentindo. Ninguém está aí dentro para saber o quanto aquela rejeição te doeu e você tem todo o direito de sofrer o quanto achar que tem que sofrer. Mas pense comigo: se você não está preparado para se envolver, então não prolongue as coisas. Não tenha atitudes que deem brechas para que o outro crie expectativas. Quer beijar? Beije, mas deixe claro que você só quer o beijo. Quer transar? Transe, mas seja sincer@ e diga que você só quer isso. Quer só uma companhia para não se sentir sozinh@? Ok, todo mundo tem suas carências, mas deixe tudo bem claro para a outra pessoa. Será uma escolha dela se ela decidir ficar com você mesmo nessas condições. Mas ela precisa saber o que, de fato, está acontecendo.
O problema não é você viver o seu luto, mas sim iludir a pessoa e sumir do nada, sem dar nenhuma explicação, fazendo com que ela pense que o problema é com ela, que ela fez algo de errado. Seja uma pessoa adulta o suficiente para assumir as consequências dos seus atos.
Inclusive a de talvez, daqui a algum tempo, estar aí se remoendo porque não deixou que a Júlia ou o João entrassem para valer na sua vida e te mostrassem que o presente e o futuro podem ser completamente diferentes do passado.
Texto de Ana Paula Souza
Fonte indicada: Lado M
sexta-feira, 17 de julho de 2015
domingo, 5 de julho de 2015
Saúde Emocional – você precisa cuidar bem dela!
Graça Serrano – Psicóloga –
Quando se fala em saúde, instantaneamente pensamos em doenças do corpo físico. Até hoje, a grande maioria dos profissionais e serviços de saúde lida basicamente com o corpo físico, embora não se possa mais ignorar a existência de um corpo emocional (alma) que também adoece e carece de cuidados especializados.
Quem não já sentiu uma dor profunda na alma mesmo sem ter um motivo que justificasse isso? Uma tristeza intensa? Um desligamento temporário do mundo? Uma euforia súbita? Ou mesmo aquela palpitação que acabou numa emergência hospitalar e foi diagnosticada como estresse?
Pois é, esses são sintomas de doenças emocionais. E claro que senti-los vez por outra não significa que você esteja doente, apenas confirmam que você é humano e tem uma alma. Mas, quando esses sintomas insistem em permanecer, é bom procurar um especialista para se certificar da existência ou não de uma doença emocional.
Infelizmente, nós ainda tendemos a ver esses sintomas como fraqueza de espírito, falta de força de vontade, falta de fé, etc. Essa visão traduz a falta de informação da sociedade sobre esse tipo de doença e prejudica ainda mais a pessoa que vive a sua crise.
E o que é pior: a doença emocional mata.
Algumas vezes elas se instalam no corpo e transformam-se nas doenças chamadas psicossomáticas (cardiopatias, transtornos alimentares, alguns tipos de câncer, alergias, dermatites, impotência, frigidez, vícios variados e por aí vai… é uma grande lista! ).
Outras vezes elas levam ao suicídio, por exemplo, em algumas depressões não tratadas.
Outras vezes ainda, elas paralisam a pessoa, restringindo consideravelmente seus hábitos de vida (síndrome do pânico, fobias, psicoses).
E todos os casos levam a uma desordem na família.
É importante saber que essas doenças:
- não estão sob o controle da pessoa, isto é, ninguém pode se autocurar;
- não estão ligadas a aspectos religiosos;
- precisam de tratamento e orientação de especialistas.
- não estão ligadas a aspectos religiosos;
- precisam de tratamento e orientação de especialistas.
Precisamos acabar com o preconceito com a doença emocional. Os tratamentos estão muito evoluídos e permitem que todos possam levar uma vida plena, se cuidarem logo dos seus sintomas.
Os profissionais indicados para esses tratamentos são os psicólogos e os psiquiatras.
Se você tem um parente ou amigo que esteja apresentando sintomas desse tipo de doença, oriente-o, ele precisa dessa ajuda e você poderá estar salvando uma vida!
Graça Serrano – CRP – 02/2545
Mente sobrecarregada? Saiba mais sobre a Síndrome do Pensamento Acelerado
Sabe aquelas noites em que você deita na cama e mil pensamentos vagueiam pela sua mente? Quando você vira de uma lado para o outro na cama preocupado com os prazos que precisa cumprir? Isso são manifestações da Síndrome do Pensamento Acelerado.
O que é?
A Síndrome do Pensamento Acelerado atinge mais de 80% dos indivíduos de todas as idades. Afeta, principalmente, pessoas adultas que trabalham em locais que exigem constante atenção, nos quais é preciso lidar com metas e prazos e que estão aliados a uma série de responsabilidades e compromissos, como médicos, professores e jornalistas. A Síndrome do Pensamento Acelerado é caracterizada por pensamentos recorrentes principalmente durante a noite e causam perturbação do sono. É como se o cérebro superativado gritasse: “Ei, tenho várias ideias geniais! Você não pode dormir se não irá esquecê-las.”
Isso ocorre porque uma série de pensamentos estão rondando a mente e é preciso convencê-los de que não é necessário se preocupar com eles naquele momento, nem manter sua atenção fixa neles. Não trata apenas do conteúdo do pensamento, mas, principalmente, do ritmo que eles assumem. Um logo é substituído pelo próximo, sem que eles sejam devidamente processados, o que impossibilita, consequentemente, o descanso emocional e psíquico. O resultado é o estresse.
Quais as possíveis causas?
Podemos atribuir a crescente ocorrência da síndrome à quantidade de informações que recebemos diariamente das mais diversas formas. Esse excesso propicia o desenvolvimento de novas doenças e condições mentais que estão diretamente relacionados com o nosso atual estilo de vida.
Leia também: As sequelas dos traumatismos cranianos
A grande quantidade de informação às quais somos submetidos são responsáveis por sobrecarregar nosso cérebro e saturar nosso córtex, causando hiperatividade e impaciência. Imagine você, diante da tela do computador, lendo esse texto. É bem provável que o navegador tenha várias abas abertas: Facebook, Twitter, YouTube, algum outro portal de notícias… e juntamente com isso tudo o seu celular vibrando com algumas mensagens. Inúmeros grupos do Whatsapp não deixam você em paz. Além disso, outras preocupações em sua mente: planos para o final de semana, o trabalho para entregar até a próxima sexta e tantas outras coisas que levam à criação de um série de pensamentos que se relacionam e que exigem grande dedicação das funções cerebrais. Está montado o cenário propício para a Síndrome do Pensamento Acelerado.
As principais características
Entre as características, podemos citar a sensação persistente de apreensão, dificuldade de memória, déficit de concentração, fadiga, irritabilidade e sono alterado. O indivíduo tem dificuldade de se concentrar em um livro ou de realizar uma tarefa sem interrompê-la inúmeras vezes. Além disso, permanece com a sensação constante de que 24 horas não são suficientes para realizar todas as atividades que necessita.
O esgotamento mental é também convertido em cansaço físico, pois a alta atividade cerebral acaba sequestrando energia de outras áreas, como músculos e na manutenção de outros órgãos. É interessante ressaltar que o portador da Síndrome do Pensamento Acelerado possui a consciência de que é necessário reduzir a velocidade de seus pensamentos. Contudo, mesmo tentando, não consegue reduzir a intensa atividade à qual está submetido.
Qual a relação entre a Síndrome do Pensamento Acelerado e a ansiedade?
De acordo com a psiquiatra Elisa Brietzke, coordenadora do PRISMA (Programa de Reconhecimento e Intervenção em Estados Mentais de Risco) da Unifesp, a Síndrome do Pensamento Acelerado não é uma doença, mas um sintoma: “Geralmente está vinculada a um quadro de transtorno de ansiedade.”
Está geralmente associada a um quadro de transtorno de ansiedade que provoca a liberação de neurotransmissores como a adrenalina, ocasionando a ativação de uma série de circuitos cerebrais, tornando mais difícil concentrar-se em um único foco. Além disso, a ansiedade reduz temporariamente o fluxo sanguíneo no cérebro, o que dificulta a inibição da hiperatividade cerebral que desaceleraria os pensamentos. Os efeitos da Síndrome do Pensamento Acelerado são potencializados em situações específicas, como durante o sono, quando não há distrações e ficamos a mercê de nossos próprios pensamentos.
E o tratamento?
Para driblar os malefícios da síndrome é necessário adotar medidas que reduzem o ritmo frenético da vida cotidiana. Caminhadas, cozinhar, cuidar do jardim, aprender a tocar um novo instrumento, praticar determinado esporte, divertir-se com os amigos, ir ao teatro, andar de bicicleta ou outras atividades de caráter lúdico que atuem como uma distração sensorial (visual, auditiva, olfativa ou sensitiva) são válidas.
Tudo isso possibilita que a mente se distraia de si mesma e não corra o risco de se consumir. Esse desvio de foco mental auxilia na suavização dos pensamentos e em sua desaceleração, permitindo que o indivíduo assuma uma postura mais tranquila.
Referências Bibliográficas: Calm Clinic, A Wandering Mind
sexta-feira, 3 de julho de 2015
quarta-feira, 1 de julho de 2015
Vaidade: Espelho, espelho meu
Cuidar do corpo é uma atitude saudável e ajuda a aumentar a auto-estima. Quando a busca pela beleza se torna obsessiva, porém, ela vira uma doença que exige tratamento.
B.C. era uma bela mulher de 33 anos, com o corpo esculpido por duas horas diárias de academia, prática de várias modalidades esportivas e uso freqüente de recursos como lipoaspiração e drenagem linfática. Os constantes elogios não a convenciam, no entanto. Ela nunca se satisfazia com os resultados do esforço, que chegava a consumir 30 horas por semana. Considerava-se menos dedicada do que o necessário e ficava em pânico com a idéia de passar dois dias sem exercícios físicos. Também se sentia incomodada cada vez que via o rosto no espelho. Concluiu que o maior problema era o formato do nariz, embora ninguém notasse nenhuma imperfeição ou desproporção nele. Decidiu submeter-se a uma cirurgia plástica. Não aprovou o resultado e fez outras três cirurgias, sempre procurando corrigir a anterior. Durante um ano e meio, deixou os demais aspectos da vida em segundo plano para tentar resolver o problema que ela mesma havia criado. Quase não saía de casa, angustiada por constatar que a perfeição com a qual sonhara parecia cada vez mais distante. Na quarta cirurgia, aconteceu o pior. Teve uma infecção, perdeu parte do nariz e ficou deformada.
Normal ou doentio?
Um dos esforços brasileiros no sentido de conhecer melhor este tipo de transtorno vem da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), onde uma equipe liderada pelo psiquiatra Dartiu Xavier da Silveira, alarmada com a maior incidência de problemas relacionados à dificuldade de alimentação e à obsessão por dietas e exercícios físicos, desenvolveu um questionário sobre o tema (leia mais no quadro da próxima página). O objetivo é identificar se o paciente atravessou a fronteira entre a preocupação normal com a aparência e o comportamento doentio. As respostas resultam em uma pontuação que revela a existência do distúrbio e define se o estágio é moderado, médio ou grave. B.C. foi uma das pacientes diagnosticadas com TIC, um mal que, evoluindo silenciosamente e sem terapia, pode levar a sérios problemas de saúde, como a bulimia e a anorexia.
A preocupação ainda pontual com o transtorno de imagem corporal faz com que não existam estatísticas confiáveis sobre a incidência, mas a impressão geral dos especialistas é que os casos vêm aumentando a cada ano. “O maior número de casos parece estar diretamente relacionado à crescente valorização social da beleza e da juventude”, ressalta Silveira. Ele lembra que a pressão pela boa aparência, fortemente reforçada pela mídia, contribuiu nas últimas décadas para a banalização dos recursos da medicina, um perigo a mais para quem transforma a beleza em obsessão. “Muita gente passou a achar simples demais fazer uma lipo ou uma cirurgia plástica para se aproximar dos padrões de beleza vigentes, mas é preciso lembrar que mesmo as mais simples intervenções envolvem riscos”, diz o psiquiatra.
Beleza inatingível
Mesmo com a ascensão do metrossexual, o homem excessivamente preocupado com a aparência (cujo ícone é o jogador inglês de futebol David Beckham), as grandes vítimas da pressão social pela beleza continuam sendo as mulheres. Pela amostra obtida na primeira aplicação do questionário desenvolvido pela Unifesp, uma em cada cinco mulheres sofre de transtorno da imagem corporal. A antropóloga e professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Mirian Goldenberg, organizadora do livro Nu & Vestido (Record, 2002) e autora de De Perto Ñinguém é Normal (Record, 2004), em que tratou da obsessão pela beleza, lembra que o fenômeno ganhou proporções muito maiores a partir dos anos 90, quando top models magérrimas passaram a ditar os padrões da moda. “A partir daí, as mulheres entraram em um labirinto do qual ainda não conseguiram escapar: a busca infinita pela perfeição, pela beleza inatingível”, descreve. Ela sugere que as mulheres se inspirem no exemplo da atriz Leila Diniz (1945-72), ícone da liberdade feminina nos anos 60, para buscar a “libertação”. “Leila prezava a liberdade, o prazer de viver, sem ligar para padrões e conceitos. Ela desafiava as convenções e criou o seu próprio padrão de comportamento”, diz Mirian. “É um belo exemplo para quem vive fazendo regimes malucos, torrando dinheiro com produtos ineficazes, vestindo roupas de adolescentes mesmo depois dos 40 anos, pintando os cabelos de loiro ou tentando imitar o peito siliconado ou os lábios carnudos da modelo ou atriz do momento.”
O maior desejo
A psicóloga Suely Murdocco lembra que, há alguns anos, uma revista feminina norte-americana fez uma enquete pedindo às leitoras que escolhessem uma entre três realizações: um encontro romântico com o homem dos sonhos, uma noite divertida com um amigo querido que não encontravam havia tempo ou emagrecer 10 quilos. A maioria escolheu – adivinhe? – a terceira opção. “As mulheres estão conquistando posições de importância na política e no trabalho, mas ainda persistem na idéia perniciosa de que o nosso maior poder é a beleza e a juventude. Acreditamos que mais cedo ou mais tarde perderemos nosso poder para mulheres mais belas e mais jovens”, critica Suely.
Para ela, uma mudança de mentalidade só seria possível a partir da nova geração. Ao ressaltar a influência da mídia, Suely defende uma campanha de conscientização direcionada às adolescentes. “A mulher brasileira é a mais bonita e sexy do mundo e não precisa imitar os modelos europeus, das loiras com olhos claros e cabelos lisos. Já é hora de quebrar a ditadura do manequim 36.”
Texto: Maurício Oliveira.
terça-feira, 30 de junho de 2015
A leitura é um hábito saudável, que traz diversos benefícios
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Quer saber porque você deveria se tornar um leitor melhor
1 - Ler melhora a concentração
Quer saber porque você deveria se tornar um leitor melhor
1 - Ler melhora a concentração
Para absorver o máximo de um texto é preciso estar focado na leitura, por isso, o hábito de ler frequentemente melhora os níveis de concentração para as demais atividades como um todo.
2 – Aumentar o vocabulário
Ler é uma ótima maneira de entrar em contato com outras palavras e, dessa maneira, ampliar o vocabulário. É interessante conhecer os clássicos, para aprender o que era comum na linguagem de outras épocas, bem como ler em outros idiomas, o que ajuda muito no aprendizado da segunda língua.
3 – Aumentar a criatividade
Livros são ótimas fontes de referências e novas ideias. Clássicos já serviram como inspiração para grandes obras, por exemplo, o seriado Revenge. Para criar a saga de vingança de Emily Thorne, Mike Kelleyinspirou-se no famoso O Conde de Monte Cristo, escrito por Alexandre Dumas.
4 – Melhorar a escrita
Ao conhecer várias obras, é possível observar o estilo de escritores diferentes e entender suas relações com a linguagem. Essa pode ser uma ótima base para quem quer desenvolver o próprio modelo de escrita, sem contar que, como já foi mencionado, ao ler muito a criatividade estará afiada e o vocabulário será ampliado, ferramentas úteis para qualquer escritor.
5 – Desenvolve o pensamento crítico e intelectual
Ler é uma ótima maneira de estudar novas teorias e abrir o pensamento. Muitos livros propuseram ideias revolucionárias que ajudam a explicar o mundo até hoje. Por isso, conhecer obras como essas é essencial para a formação intelectual.
quarta-feira, 17 de junho de 2015
Ser carnívoro??
O vídeo acima, mostra como os animais que são destinados ao abate, vivem e morrem.
Há uma grande tortura, e maus tratos cruéis, antes da carne chegar a sua mesa. Assistam a este vídeo interessante, só por curiosidade. Afinal informação nunca é demais... Não é mesmo?
terça-feira, 16 de junho de 2015
domingo, 14 de junho de 2015
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quarta-feira, 3 de junho de 2015
Limpeza de pele.
Dica útil:
Quer um limpador eficiente para sua pele do rosto, natural e sem contra indicações, simples e barato?
Voilá... tchan tchan tchan tchan... Soro fisiológico!!
É isso mesmo. Veja bem: Se vc não usa maquiagem regularmente e só precisa limpar sua pele antes de aplicar o hidratante da noite, Pegue um algodão, embeba em soro fisiológico e passe suavemente sobre sua pele do rosto e pescoço. As impurezas vão sair no algodão, sua pele vai ficar mais lisa, além de ajudar no processo de prevenção de espinhas e na hidratação!!... Descoberta genial desta que vos fala!!!! Não uso maquiagem no dia a dia, e a única coisa que uso para limpar a pele do meu rosto é este santo soro... Fica a dica!!!
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Os malefícios do consumo de álcool.
O consumo exagerado de álcool, em qualquer idade da vida, traz consequências graves ao corpo e mente do ser humano. Infelizmente o abuso de bebida alcoólica é um dos vícios mais comuns e pode acabar com a saúde, destruir famílias e por em risco a vida do usuário e de todas as pessoas ao seu redor. Para evitar o abuso, é importante conhecer as consequências do alcoolismo. Veja nossa lista e mantenha-se informado.
1. Acidentes de carro. O álcool altera a percepção da realidade e impede que o usuário tenha reflexos rápidos e coordenação, habilidades essenciais para quem dirige. Dessa forma, acidentes de carro são muitas vezes inevitáveis quando a pessoa está embriagada. Se beber, não dirija.
2. Agressão física. O álcool faz com que muitas pessoas percam a inibição e tornem-se corajosas e violentas. Estatísticas apontam que em cerca de 15 a 66% das agressões físicas graves e homicídios, tanto o agressor, a vítima ou ambos, tinham ingerido bebida alcoólica. Isso gera problemas de saúde como fraturas e traumas.
4. Gastrite e problemas gastrintestinais. O álcool irrita as mucosas do trato gastrintestinal e está associado a várias doenças desse aparelho, como gastrite, úlceras, varizes esofageanas e câncer de lábios, boca, faringe, laringe, esôfago e fígado.
5. Diabetes tipo 2. Também conhecida como diabetes mellitus tipo 2, a doença pode ser desencadeada pelo abuso de álcool. O álcool impede os efeitos benéficos da insulina e evita que o açúcar entre dentro da célula. Além disso, ele faz com que os níveis de gordura no sangue aumentem, assim como o apetite.
6. Doenças vasculares. Com o aumento de triglicérides (gordura) no sangue, aumenta-se também o risco de doenças vasculares, como acidente vascular cerebral, infarto de pequenos vasos, infarto do miocárdio e varizes.
8. Problemas durante a gestação. O uso de álcool durante a gravidez traz diversas consequências para a mãe e a vida do bebê, como risco de aborto, aumento das chances de nascimento prematuro e mal formação fetal, que causa problemas na formação do rosto, crescimento, comportamento e até retardo mental na criança.
10. Pancreatite. Essa inflamação no pâncreas pode ser letal e é causada pelo abuso de álcool. A ingestão de bebidas alcoólicas por tempo prolongado causa lesões no tecido do pâncreas que é substituído por tecido fibroso, atrofiando o órgão. Sem função, diversas funções metabólicas do pâncreas ficam prejudicas, podendo inclusive causar diabetes.
É importante combater o abuso do álcool e reduzir a mortalidade. Para isso, oriente e converse com seus amigos e alerte-os sobre os riscos.
E você concorda com essas dicas ou tem mais alguma para sugerir? Deixe seu comentário logo abaixo nesta página. Sua opinião é muito importante!
terça-feira, 2 de junho de 2015
Conheça os benefícios de uma alimentação sem carne
Hoje em dia a busca por fórmulas que garantam mais qualidade de vida em meio ao caos cotidiano está maior e, em consequência dessa procura, o número de adeptos às dietas vegetarianas está crescendo cada dia mais. Pelo menos é o que afirma os últimos dados publicados pelo Ibope - Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística, no qual mostra que 17,5 milhões de brasileiros, cerca de 9% da população não colocam carne no seu prato. É isso mesmo que você leu, esse não tão pequeno grupo não se alimenta de nenhum tipo de proteína animal.
Mas, será que é possível ter uma alimentação balanceada apenas à base de proteínas vegetais? De acordo com a nutricionista Flávia Morais, "Estudos mostram que uma dieta vegetariana diminui o risco de doenças cardiovasculares, diabetes e câncer, mas para isso, é necessário que a alimentação seja equilibrada e variada", aconselha. Portanto, para se ter um cardápio vegetariano saudável deve-se substituir a gordura saturada pela insaturada, tomar cuidado com o excesso de carboidratos refinado, doces e frituras, comer bastante fibra - encontrada nos grãos integrais e hortaliças, além de optar por alimentos ricos em antioxidantes, vitaminas e minerais, como as frutas e verduras.
Para aqueles que querem eliminar as carnes do cardápio, a nutricionista destaca a importância de se consumir a quantidade diária necessária de proteínas e aponta que elas podem ser facilmente encontradas na soja e derivados, quinua, amaranto, chia, leguminosas, cereais integrais, frutas oleaginosas e alimentos rico em ferro, cujos exemplos de fontes de origem vegetal são as folhas verde escuras, feijões e algas marinhas. "O corpo absorve menos o ferro encontrado em alimentos de origem vegetal, por isso a vitamina C ajuda a potencializar a absorção", completa Flávia.
Agora, se você já não é muito fã de carne, mas anda preocupada em continuar com a dieta vegetariana pois não sabe se ela também pode ser uma opção para gestantes ou crianças, a nutricionista lembra que nesses períodos as necessidades nutricionais aumentam, ou seja, a atenção deve ser redobrada e é necessário que a dieta seja acompanhada por profissional, para que se elabore o plano alimentar adequado, bem como, sejam indicados suplementos, caso necessário. O acompanhamento também se faz necessário quando o vegetariano pratica atividade física para evitar danos à sua saúde.
A nutricionista ainda ressalta que existem algumas variações na alimentação vegetariana, como os lactovegetarianos, que incluem no cardápio leite e derivados, os ovolactovegetarianos, que comem também ovos e os vegans, que excluem todos os alimentos de origem animal do cardápio. No entanto, segundo Flávia, os adeptos do veganismo precisam suplementar a alimentação com ferro, vitamina B12 - encontrada principalmente na carne - e o ômega 3. Ela ainda ressalta que, ao optar por essa dieta, o interessante é fazer exames de sangue rotineiramente a fim de identificar se há alguma deficiência nutricional ou mesmo a necessidade do uso de suplementos alimentares.
Por Paula Perdiz
segunda-feira, 1 de junho de 2015
Uso excessivo de celular já altera o sono, alimentação e causa prejuízos à saúde física e mental.
O texto é longo, mas vale a reflexão. Um tema atualíssimo que muitas vezes provoca conflitos.
O prato de comida pode estar colorido à mesa e o estômago “roncando de fome”, mas ao menor sinal de uma mensagem, o garfo permanece em uma mão e, da outra, o dedo passa a tocar freneticamente sobre o teclado. O lençol pode estar cheiroso e o corpo relaxado ao colchão na iminência do cochilo, mas basta uma luz vinda da tela do aparelho que os reflexos fazem os olhos saltar sobre o telefone celular.
Frenesi, vício, mania, costume, o fato é que as novas tecnologias criaram legiões de usuários que não conseguem se desligar dos aparelhos enquanto se alimentam, estudam ou deitam para o necessário descanso. Mas, além da modificação de hábitos e rotina, os aplicativos de telefone celular criaram a necessidade de que cada um observe se a tecnologia escravizou ou apenas refez costumes. Além disso, é preciso verificar se a relação “íntima” com os aplicativos, sobretudo os de mensagens e jogos, não está prejudicando a produtividade no trabalho, a aprendizagem ou a qualidade do sono.
Para Denise de Cássia Moreira Zornoff, coordenadora do Núcleo de Educação a Distância e Tecnologias da Informação em Saúde da Faculdade de Medicina da Unesp-Botucatu, o uso dos aplicativos da telefonia celular está associado a riscos e ameaças inerentes a toda incorporação de novas tecnologias na vida cotidiana.
“Os celulares são bonitos, práticos e úteis, mas, aliado à sua onipresença, estão associados a novos riscos e ameaças. Apesar disso, a chegada dos aparelhos telefônicos móveis inegavelmente nos trouxe muitas vantagens, incluindo as conveniências trazidas por sua portabilidade, mobilidade, menores custos de telefonia, associação com recursos inteligentes, entre outros”, contrapõe.
Antes de falar dos “problemas”, Denise prefere elencar a série de vantagens da máquina portátil. “Na área da saúde, o número de estudos científicos cresce ano a ano salientando seus benefícios na educação ao profissional e aos pacientes, para recordar datas de consultas ou a necessidade de ingestão de algum medicamento, e também como veículo para instalação de diversos aplicativos e sensores que podem ser usados em pesquisas e no diagnóstico e tratamento de diversas doenças”, elenca Denise.
No entanto, também é crescente o número de análises dos riscos diretos e indiretos causados pelo uso de telefones celulares e outros equipamentos eletrônicos com Internet móvel.
“Inicialmente, a principal área de atenção foi sua associação com o surgimento de tumores cerebrais e outras doenças secundárias à exposição à radiação de radiofrequência. Neste sentido, recomenda-se cautela no uso contínuo do equipamento, especialmente entre crianças e adolescentes”, adverte Zornoff.
A pesquisadora ressalta, por outro viés, que outras associações estão sendo estudadas em relação ao uso dos celulares, seja em razão da redução no preço dos aparelhos em compasso com a compra em massa, seja em seu poder de entretenimento e simbologia de status.
“Por conta disso, podemos ter a sensação de que, em alguns casos, o uso destes aparelhos parece estar sendo excessivo, ou inseguro, ou até mesmo abusivo”, pondera.
Quando é perigoso?
Para Denise Zornoff, a identificação de alerta sobre o uso abusivo, ou prejudicial, dos aparelhos e seus aplicativos leva em conta o equilíbrio. “Sim, o bom senso é o referencial para saber quando o uso desses recursos ultrapassou o limite de segurança e se há necessidade de procurar por ajuda psicológica ou psiquiátrica”, opina.
Para crianças, a pesquisadora da Unesp-Botucatu sugere monitoramento pelos pais contra o uso excessivo até a adolescência. Intervenção que, segundo ela, tem de vir acompanhada de esclarecimento dos riscos com a promoção de controle.
Mas, no caso de jovens e adultos, o uso compulsivo pode ser um sinal de problemas de maior gravidade. Neste caso, Denise dá algumas recomendações.
“Preste atenção às situações e emoções que fazem você usar seu telefone com frequência. É o tédio? Solidão? Ansiedade? Talvez outra coisa possa acalmá-lo. Seja forte quando o seu telefone toca ou vibra. Nem sempre você precisa ou pode responder. Na verdade, você pode evitar esta tentação desligando os sinais de alerta quando possível”, orienta.
Outra postura necessária é readaptar rotinas com o uso do aparelho. “Seja disciplinado em não usar o dispositivo em certas situações, como quando você está com crianças, dirigindo, ou em uma reunião. Ou em determinadas horas, por exemplo das 21h às 7h preservar o bom sono”, acrescenta.
Mas, afinal, quando é a hora de procurar por ajuda especializada? “Sempre que o comportamento sem controle resultar em sofrimento ou risco importante ao usuário ou às pessoas ao seu redor”, sintetiza Denise.
Escola deve combinar uso com regras definidas
“A escola não deve ignorar o uso das novas tecnologias nos processos de ensino, de aprendizagem e de descoberta do conhecimento. A questão não é o aplicativo em si, a ferramenta tecnológica, mas a forma como isso está sendo usado, dentro e fora da escola. Há escolas que usam lousas digitais, tablets como cadernos, ou seja, se apropriam das tecnologias como suporte do projeto pedagógico e não como fim. Neste caso é interessante.”
A posição é de Flávia Asbahr, doutora em psicologia escolar pela Universidade Estadual Paulista (Unesp-Bauru). De um lado, ela observa que as crianças precisam aprender a usar essas tecnologias e as escolas precisam falar disso. De outro lado, “o que não pode é esse uso virar vício e os pais ficarem passivos com os filhos com o celular até durante o banho, ou enquanto se alimenta. Cabe à família e à escola desenvolverem ações para educar para o uso das tecnologias.”
Assim, escolas e os pais precisam estabelecer disciplina e limites. “Tem de proibir o celular dentro da sala de aula ou durante as atividades, a não ser que seja para uma atividade específica, como tirar fotos. Mas tem de proibir o telefone celular na sala de aula. No Estado de São Paulo já há lei que proíbe o uso de celular na sala de aula”, observa Flávia.
O ponto de partida na família, adverte a doutora, é o comportamento dos pais: “Os pais também precisam se adequar, porque são modelos para seus filhos. Eu vou a restaurantes com minha família e vejo pai ou mãe comendo e teclando no celular na frente do filho. Essa criança vai reproduzir esse comportamento”.
Apesar dos inegáveis benefícios ligados às tecologias, a docente em psicologia pondera para a subtração do diálogo induzido pelo uso excessivo do aparelho. “Os prejuízos desses vícios não são só os decorrentes do uso inadequado dos aplicativos, dos aparelhos, mas de um modelo de educação e formação dos filhos que exclui o diálogo, o olho no olho na hora da refeição ou durante uma conversa”, reforça.
Empresas criam ‘comunicódromos’
É crescente entre empresas o estabelecimento de política de segurança de informação com regras específicas para o uso do telefone celular durante o expediente e igualmente comum a gestão de pessoal definir área específica para o acesso ao aparelho pelos colaboradores. Na prática, a conhecida restrição aos fumantes criou, em alguns ambientes, o cantinho dos aficcionados pela comunicação móvel através dos aplicativos. Mas o “comunicódromo” nos ambientes de trabalho vem precedido de horários específicos e tem virado postura empresarial quando, sobretudo, os riscos à segurança ou ao sistema de produção estão presentes.
Consultora e especialista em gestão de pessoal, Alexandra Fabri conta que os empresários estão atentos ao “fenômeno”. “Nos encontros com os empresários essa questão sempre surge: a preocupação em como estabelecer regras de uso sem gerar reação negativa entre os funcionários. A orientação essencial é que regras devem ser estabelecidas para vários processos de trabalho e produção, mas com equilíbrio”, diz.
Fabri posiciona que quando há risco, a regra é fundamental. “Nas atividades onde é perigoso o uso de qualquer outro elemento que interfira na concentração e no resultado do processo de trabalho, a proibição deve ser adotada até para preservar o trabalhador. Em indústrias, linhas de produção contínuas, trabalho com cozinha, posto de gasolina, esses casos são mais evidentes. É questão de segurança”, fala.
A consultora se vale da comentada avaliação vinda das pesquisas em medicina de que o cérebro humano não consegue se concentrar em mais de uma ação ao mesmo tempo. “O cérebro não foi projetado para várias atividades ao mesmo tempo, o que gera stress cerebral e perda na qualidade do que está sendo realizado. Onde a concentração e o foco são essenciais, o celular não combina”, reforça.
Sem escravizar
Alexandra Fabri orienta a análise da postura de comunicação interna de acordo com o tipo de atividade. “A regra não pode nem silenciar o funcionário e nem gerar riscos. É evidente que, para quem usa o aparelho para enviar e receber comunicação o tempo todo, o uso é irrestrito. A regra depende do ramo e do tipo de atividade”, pondera.
Mas existem caminhos sendo seguidos. Em uma empresa com linha de montagem na área de móveis, por exemplo, os funcionários deixam os aparelhos em armários pessoais logo na entrada do expediente. Mas o acesso é permitido em intervalos e durante o horário de almoço.
A norma, porém, exigiu que o empregador também adotasse uma central para recados durante todo o expediente, para o recebimento e repasse imediato de casos que envolvam urgência. “Um profissional foi destacado para receber recados. Os pais que têm filhos ficariam preocupados sem qualquer possibilidade de comunicação durante a jornada.”
‘Eu não desgrudo do meu celular’
Kelli Pires, 26 anos, utiliza o aparelho celular e seus aplicativos o dia todo para realizar contatos pro fissionais. Para facilitar o cumprimento das obrigações, todos os meios são acessados. A questão é que, ao chegar em casa, ela não desgruda do aparelho.
“Eu uso o dia todo e tanto que a recarga da bateria sempre é necessária. Mas no trabalho o acesso é bem mais facilitado com os fornecedores. O problema é que quando estou em hora de almoço, na academia, ou até antes de dormir, eu também não deixo de utilizar”, conta.
Durante a entrevista, por sinal, os apitos sonoros de mensagens em Watsapp e outros aplicativos desviaram a atenção de Kelli várias vezes. Ela não consegue se conter. “Para dormir ele fica ao lado do travesseiro e ligado. Se apita durante o sono, eu acordo e depois volto a dormir”, conta. Ela admite que essa “mania” pode ter ligação com a sensação de “noite mal dormida”.
Para André Duarte, amigo de Kelli, ela precisa de ajuda, com o ingrediente adicional de que “é bastante ansiosa e isso a prejudica ainda mais”.
Sobre a forma dele usar, André conta: “Quando eu vi que estava começando a pirar, eu reverti a situação. Quando vou dormir, desligo o celular sem o menor problema. Quando estou com amigos, deixo o aparelho apitando e piscando, e penso que ‘ninguém vai morrer se eu não responder agora’. Tenho amigos viciados, e o pior é que não aceitam e isso virou paranoia”, reclama.
Eloísa Andrade, 21 anos, considera que o uso irrestrito é mais comum entre jovens. “Eu acesso mesmo comendo e admito que comeria melhor se não usasse o aparelho. Já para dormir, eu vejo até o momento em que estou acordada. Depois não vejo mais, porque se eu acordar não vou conseguir mais dormir.”
Tanto Eloísa quanto Kelli confessam uma questão: ficam irritadas quando estão conversando com alguém e o interlocutor fica distraído com o celular. Mas ambas são “vítimas” e multiplicadoras do mesmo hábito.
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